sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O manjar dos Deuses...

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Há uns dias atrás o mar quebrou um pouco, mas não o suficiente para pescar onde eu queria, ainda fui lá espreitar mas depois de 20 minutos de observação verifiquei que Neptuno não queria que fosse ali a minha jornada de pesca…


Tive de fazer mais uns kms para ir espreitar outro sitio que o mar não tivesse tanta força, ao analisar as condições constatei que também ali as ondas varriam a praia mas não como no spot anterior, era o tudo ou nada; ou arriscava ali a ver se conseguia aguentar as chumbadas na rebentação ou então ia para a “piscina” da Costa sul, isto aqui é assim ou 8 ou 80…
Com voltas e mais voltas que me fizeram perder algum tempo precioso, quando cheguei ao local escolhido já o sol ia baixo e com pouco tempo para montar material tinha de estabelecer prioridades para que quando anoitecesse tivesse tudo preparado e organizado…


Sentia um nó no estômago cada vez que os meus olhos viam um set daqueles a cair na praia e só pensava (caraças como é que eu pesco hoje, como é que eu aguento uma chumbada além naquele turbilhão) comecei com um 0,18 RayLine na esperança de conseguir fixar a chumbada no sítio mas a festa estava mais animada do que eu pensava e as pescas areavam em 5 minutos o que fez com que perdesse duas montagens rapidamente. Resolvi esperar um par de horas para ver se havia mudanças no comportamento do mar e troquei a bobine do carreto para um 0,24 SkyLine…

Agora já não areava mas também não aguentava no sítio e passados 5 minutos estava quase fora de água (tá a porca ruim hoje, dizia eu falando sozinho…) Bom só havia uma alternativa para safar aquela jornada, chumbadas de garras lá para dentro e fosse o que Deus quisesse…
Aguentou-se mas a aguagem fazia muita força na linha, não gosto de pescar assim mas pelo menos estava a pescar que era o mais importante, a força do mar fazia com que os estralhos enrolassem um bocado e resolvi pescar com o MIMETIC 0,40; a partir daí pesquei sem problemas…


Certa altura vi uma cana a dar de sinal e quando lhe pego senti que tinha um peixe já bom, recupero e tinha lá um Robalote de 1,4kg o mais pequeno desta jornada e disse para mim (Olá!!! Se eles andam aí vou presenteá-los com um manjar dos Deuses que dificilmente rejeitam) uma apetitosa iscada lá para dentro e logo a seguir engato um belo matateu (Sargo 1.3kg).

 A força do mar a passar na linha era tanta que chegou a desarmar as garras e resolvi pescar só com uma cana para estar mais concentrado no que estava a fazer. Mais tarde apanhei outro Robalo bom (o do meio) e por fim tirei o maior peixe desta jornada quase a rondar os 3kg que seria o ultimo para acabar em beleza 😊

Depois de ver o caso mal parado ainda acabei por fazer uma boa pesca, se tivesse desistido à primeira tinha carregado um valente chibo, por vezes as condições estão fortes e pensamos que não há Robalos nesse dia, mas pode ser um engano e eles andarem por lá, tem de haver um meio de adaptação da nossa parte para conseguirmos pescar naquelas condições difíceis e conseguir engana-los…
Desde o início desta jornada que sabia que não ia ser uma noite nada fácil, mas comprometi-me a dar luta àquela rebentação e tentar sair vitorioso, o que acabou por acontecer e me deixou bastante satisfeito.
Na minha maneira de ver, esta não tem sido uma temporada nada fácil, o mar não dá descanso à Costa Norte e ainda mal está a acabar uma ondulação e já está outra a entrar, enfim por mais que nos custe temos de aceitar porque isto é para o bem de todos nós num futuro próximo ou longínquo.


Linhas usadas nesta jornada:
SkyLine 0,24 nos carretos
Chicotes Cinnetic
MIMETIC 0,40 nos estralhos


Com a pesca feita e arrumada na geleira era hora de compor o estômago com uma sopa dos pobres e um copo de vinho para a seguir poder descansar tranquilo e com a sensação de dever cumprido…


No dia seguinte ainda houve tempo e disposição para apanhar dois saquinhos cheios antes de vir embora…

Bom fim-de-semana a todos, pesquem com consciência e não deixem lixo no pesqueiro/praia…

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Fevereiro, um mês sargueiro...

“Chumbica”
Boas pessoal!
No mês de Fevereiro para além de dar uns bons Robalos de vez enquanto, também costuma dar uns belos sargos em determinados pesqueiros ou zonas da Costa mais propícias a esta espécie, este não é o meu tipo de pesca preferido (chumbica) e a resposta é simples, apenas porque não posso ir a todas e o (Spinning & Surfcasting) estão sempre em primeiro lugar…


Este dia de pesca não começou muito cedo, lá está; porque na noite antes foi noite de spinning e o resultado foi zero, pois é nem sempre dou com os Robalos e para que a viagem não fosse em vão decidi levar o material para brincar aos sargos no dia seguinte 😊


Uma paragem para beber um cafezito a meio da manhã e lá fui eu para o spot que tinha em mente, as falésias estavam desertas; até parecia mentira 😊 Não vi um único pescador neste dia e assim pude escolher um sitio para pescar à vontade, tive por ali um par de horas entretido com a Cross Power pulse de 6m, havia muito sargo miúdo e pouco tempo davam aos sargos maiores de chegarem perto da isca, acho que devo ter devolvido cerca de uns dez sarguetes…


Não foi um dia de muitos Sargos, pelo menos ali naquela zona onde pesquei, no final ainda consegui trazer este quatro para casa, dois bons e dois muito bons, como se costuma dizer poucos mas bons…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Cross Power pulse 6m
Carreto:  5000
Linhas: Cinnetic- SkyLine 0,30 no carreto e 0,24 MIMETIC nos estralhos




A hora da bucha é sagrada, e na pesca sabe tão bem 😉


Um dia destes fui ali à Ria apanhar uns berbigões, um gajo tem de comer alguma coisa 😉


Um pesqueiro que até me deixou maldisposto, nem sei o que chamar a quem faz isto, “animais” está fora de questão porque os animais não fazem isto…

Saúde e força aí pessoal!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Fevereiro, outro mês Robaleiro...

“Spinning”
Boas pessoal!
O mês de Fevereiro e o Janeiro caminham de mãos dadas, não só no calendário mas também no que toca a época de Robalos, no entanto e como disse no relato anterior nem sempre o mar nos deixa pescar onde queremos ou gostamos e nos últimos dias a presença do tempo frio para além de não aliciar a uma saída de pesca ainda convida a ficar em casa.
Tinha prometido a mim mesmo que esta semana não ia à pesca e que ia ficar na ronha, no entanto depois de olhar às previsões e pensar que os próximos dias também não seriam muito melhores decidi fazer frente ao frio e programei uma jornada por aí…

Tudo começou num final de tarde e início da noite em que fiz uma pequena investida mas sem resultados, resolvi fazer uma pausa para comer alguma coisa quente para depois mais tarde fazer nova investida. Depois de ter comido uma sopa quente que me soube pela vida resolvi meter-me dentro do saco cama e levei uma garrafa de vinho para me fazer companhia 😉  O objectivo era voltar à carga por volta das 24h, mas depois de ter “varrido” meia garrafa de tinto e estar tão bem dentro do saco cama nem tinha coragem de sair dali e pensei; (vou não vou, vou não vou) e não fui mesmo (que se lixe a pesca que eu não fiz mal a ninguém para ir rapar este frio…) Na altura já estavam -2º  


Mas às 6h da manhã acordei já sem sono como se alguma coisa me dissesse para ir fazer uns lançamentos, pensei que para compensar a desistência da noite passada podia fazer o aceio da manhã e assim foi…
O frio estava de congelar o bigode, mas meti o CD mágico a tocar alto e bom som e pensei; “bom deixa-me mas é ir a eles que a vida é curta”.

O vento norte gelava-me as mãos a cada minuto que passava e ao mesmo tempo pensava “mas o que é que eu faço aqui, tão bem que estava dentro do saco cama” por sorte minha penso que foi ali ao 5º ou 6º lançamento, levei uma cacetada que quase me saltava a cana das mãos heheheheh, foi um ataque surpresa típico de Robalo ao spinning, brutal mesmo… O frio que sentia transformou-se em calor e passado cinco segundos estava a ferver, o mar estava parado e esfumaçava devido à diferença de temperatura que havia entre a água e a aragem de norte que vinha da serra, nesse momento já estava com a “Crafty” ao alto e dobrada, pouco depois avistei o peixe ainda longe a “basqueirar” ao de cimo da água, já havia claridade e estava sozinho o que deu um certo sabor a esta captura algo considerável já... Mais uma prova de que para se apanhar bons peixes tem que se sofrer e insistir bastante, pelo menos comigo tem sido sempre assim...


O spinning que pratico é como um livro de surpresas, cada dia uma nova investida cada lançamento uma nova oportunidade, cada peixe é uma nova sensação e o valor da luta com um Robalo não está no tempo que ela dura, mas sim na intensidade e sensação que a mesma transmite ao pescador e é por isso que existem momentos de pesca nesta modalidade inesquecíveis e inexplicáveis que só quem os sente é que consegue entender …


A visão que o mar me ofereceu naquele momento quase me cortava a respiração, há coisas que não se explicam, apenas se sentem…
(Na foto é um outro pescador que chegou mais tarde)


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m
Carreto:  Cinnetic Cautiva ll 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Jerkbait


A tal sopa quente que em dias frios pode fazer toda a diferença


Às 21h já estava assim


Saúde da boa e força aí pessoal, façam uma pesca consciente respeitando sempre o adversário seja ele de que tamanho for e não deixem lixo por aí…

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Janeiro, um mês Robaleiro...

“Spinning”
Boas pessoal!
Por norma o Janeiro é um mês Robaleiro, no entanto nem sempre o mar nos deixa pescar onde queremos ou gostamos.
Mas esta semana houve condições de pesca para todos os gostos e tanto virado a norte como a sul deu para se fazerem umas jornadas de pesca. Mas como não se pode ir a todas dá-se o tal quebra-cabeças, vou ao spinning ou vou ao surfcasting, vou para esta praia ou para aquele laredo, o receio de fazer a escolha errada por vezes é uma dor de cabeça.


Bom mas decidi fazer uma investida de spinning aos Robalos nos laredos norte. Cheguei à tarde e andei a espreitar aqui e ali para escolher o spot que melhor aspecto tivesse, observava eu lá de cima com os binóculos e foi quando avistei uns peixes na zona, eram três e um deles tinha um tamanho considerável…
Foi mesmo ali que fiquei, pois seria estupidez minha dar de cara com uns peixes bons e ir para outro sítio, o pesqueiro apresentava-se com todos os componentes que qualquer pescador deseja para a sua jornada de spinning, havia uma zona de encontro de águas turbulentas e isso é zona de caça de Robalos, neste dia havia muita coisa a bater certo e depois de resolver toda a “expressão numérica” o resultado só poderia ser um… “Robalo” 😊


O dia deu lugar à noite e o céu que esteve encoberto durante a tarde foi substituído pela lua e pelas estrelas, logo no início desta jornada ainda perdi uma amostra, é o preço e pagar por pescar nestes spots de muita pedra mas de que eu tanto gosto. Passado algum tempo a coisa não ia famosa e demorei até sentir o primeiro peixe que assim que tocou na amostra obteve logo resposta da minha parte com uma ferragem brusca e efectiva, estava a pescar com a Cautiva 330 e não lhe dei muita “conversa”, nem podia pois com tanta pedra à minha frente brincar ali com um peixe destes a coisa podia acabar mal, cana ao alto e carreto apertado o suficiente de maneira a não ceder a um peixe destes e só parou aos meus pés, quando dei por ele estava ao meu lado em cima das pedras “Elááá, já tás aí!!” 😊
Peixe com 3 kg guardado na saca e cerca de meia hora mais tarde levo uma pancada brutal, mas desta vez não consegui ferrar o velhaco e tive a sensação de sentir a amostra a percorrer o corpo do peixe, devia ser um barrote daqueles, talvez o grande que eu avistei naquela tarde, fiquei logo lixado com aquilo, estava capaz de comer as pedras à dentada. A partir daí já sabia o que me esperava, (a maldição dos mares) pois quando isso me acontece é para esquecer e nem mais um peixe senti até ao final daquela jornada, mas ao menos ainda trouxe um peixe bom  😉


A Crafty Minnow 150F é uma amostra que faz a diferença neste tipo de pesqueiros, porque afunda pouco e agarra bem o mar…

Material utilizado
Cana:  Cinnetic Cautiva 3,30m
Carreto:  Cinnetic Cautiva ll 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Crafty Minnow 150F cor: 03


Como não consigo dormir de barriga vazia lá papei umas ervilhas com ovos 😉 antes de me amalhar…


Mesmo à noite não podia deixar de dar o meu contributo àquela Costa, embora tenha subido o laredo com um sapo atravessado no garganil…
Saúde e força aí pessoal.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

No aceio da manhã

“Spinning”
Boas pessoal!
No início da semana o mar deu uma pequena quebra a norte, mas apenas dava para pescar ali um par de horas no aceio da manhã. Como não queria ir lá para pescar ao nascer do dia apenas, decidi ir na tarde do dia anterior e fazer logo duas investidas durante a noite em locais distintos virados a sul que ficavam de caminho para aproveitar ao máximo e assim tentar fazer render os kms da viagem, da melhor maneira possível…

Tudo começou ao final da tarde/início da noite numa jornada em que acompanhei a vazante, durante 3h andei a bater uma zona a pente fino num ritual em que trocava de amostra a cada vez que voltava ao ponto de partida, o resultado foi ZERO…
Enquanto a maré esteve vazia aproveitei para ir a outro spot que ficava de caminho e desta vez fiz a enchente, praticamente igual à investida anterior, nada de peixe; nem pequeno nem médio e muito menos grande, ZERO…

Estava na hora de rumar ao meu objectivo principal, um laredo da Costa Norte onde por vezes aparece um Robalo para fazer as delícias de quem gosta de pescar nestes spots de difícil acesso, escondidos, húmidos e escorregadios…
Já passavam das 2h da manhã quando cheguei ao local e às 6h queria estar a pé, o tempo para descansar não era muito, mas como diz o meu amigo “Saco Plástico” (a hora de deitar não tem nada a ver com a hora de levantar) visto desta maneira até funciona, abri o vidro da carrinha e ouvi o mar a “rosnar” lá em baixo e pensei (só espero que desça um pouco pela manhã como dizia a previsão), eram horas de descansar um bocado…


O sol timidamente foi aparecendo anunciando assim um novo dia.

 Às 6h da manhã toca o despertador, estava tão bem dentro do saco cama que nem me apetecia sair dali, abri o vidro e entrou uma aragem de Norte que quase me congelou o bigode, mas quando as oportunidades de fazer algo especial se resumem a meia dúzia de vezes por ano como era o caso, não podia perder tal oportunidade só porque dormi mal nessa noite ou porque estou confortavelmente bem dentro do saco cama como era o caso, afinal de contas era para isso que ali estava e oportunidades de spinnar ao Robalo no aceio da manhã virado a Norte durante o Inverno são muito escassas e oportunidades para dormir tenho todos os dias…

Tenho um truque infalível para estas ocasiões, o CD mágico que está sempre dentro da carrinha, CD a tocar quase no máximo e vidros abertos, toca a vestir o fato de neoprene que estava gelado e lá vou eu com muito cuidado para ver onde punha os pés, minutos mais tarde estava lá em baixo.


Tal como eu desconfiava o mar ainda tinha um toque um pouco forte e impossibilitou-me a pesca com amostras tipo (jerkbait) e tive de me render aos vinis, levo sempre vários tipos de artificiais para os  mais diversos cenários, pois nunca sei ao certo o que vou encontrar no "terreno de batalha".
Não demorou muito até ter um belo Robalo lutador a cabecear lá longe, teimava em ir para fora como que sabendo o que estava a fazer.
Já tinha sentido o vinil bater nas pedras e fiquei com receio de perder este Robalo, um set forte na altura ajudou-me a encosta-lo aos meus pés, aí só tive de trabalha-lo com a Cautiva ao alto o Raybraid esticado e esperar pelo momento certo para o meter cá fora, visto assim parece fácil mas cheguei a temer o pior, pescar nestes sítios tem alguns riscos mas quando tudo acaba bem tem um sabor especial 😊
O Robalo nesta altura encontra-se mais em modo territorial, o que não que dizer que não faça umas caçadas se a fome apertar, foi o que aconteceu pois o vinil vinha completamente dentro da boca deste peixe que certamente era um caçador dos laredos…


Uns gostam de passear nos centros comerciais, eu gosto de passear aqui…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Cautiva 3,30m
Carreto:  Cinnetic Cautiva ll 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com chicote 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Vinil


Nesta vida não se pode ter tudo…


Havendo fome qualquer coisa serve, uma sopa dos pobres para confortar o estômago antes da viagem para casa…


E é neste estado que se encontram os laredos da Costa Norte, numa Costa linda e maravilhosa, recentemente invadida por turistas de todo o mundo, considerado Parque Natural onde a partir do dia 1 de Fevereiro apenas o pescador de cana está PROIBIDO de apanhar um sargo para comer, enquanto isso pode assistir no cimo da falésia os barcos a estenderem as redes onde o mar o permite e apanharem Sargos às centenas...
O lixo marinho esse continua lá em baixo escondido a degradar-se no meio ambiente e fora do alcance das objectivas que apenas apontam para o por do sol “congelando” aquele momento lindo e maravilhoso.
Enquanto se deviam criar equipas especializadas em apanhar lixo nestes locais criam-se equipas especializadas para apanhar o “Sr.Alberto ou o Ti Joaquim” que foram apanhar um Sargo para almoçar com a “Maria”


Pelo que tenho visto posso dizer que 50% do lixo que encontro em praias e laredos é de pescadores profissionais, 40% é de barcos que passam ao largo da nossa Costa e 10% de pescadores lúdicos e utilizadores das praias…


Eu sozinho não consigo apanhar todo, mas pelo menos dou o meu contributo quando posso…


Sua majestade


Sejam conscientes, libertem os juvenis e ajudem a manter a Natureza e o Oceano o mais saudável possível...
Até à próxima e força aí pessoal.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A Burra

Boas pessoal!
Um dia destes estava assim meio indeciso se ia ou não à pesca e quando assim é o melhor é ir mesmo, pois nunca se sabe o que nos espera e só indo é que se pode tirar as dúvidas e foi o que aconteceu…
Mas preparar uma pesca à pressa é coisa que nunca corre bem e para começar esqueci-me da luz que costumo usar, o que vale é que tenho sempre uma suplente (dos chineses) no ceirão para no caso de haver algum azar.
A viagem para lá também foi meio stressante, pois mais uma vez quando um gajo anda à pressa parece que nada corre bem, fiquei preso nas obras da Rua EN:125 e só pensava (tanto peixe à minha espera e eu aqui parado) é sempre o que um gajo pensa quando vai à pesca hehehehe, bom mas eu queria chegar ainda de dia e quando entrei numa zona de terra batida que conheço bem meti pata a fundo que aquela coisa até fazia pó na lama…


As Douradas este ano prolongaram a sua estadia por cá no Sul devido ao verão comprido que tivemos e não é de admirar que se apanhe uma ou outra perdida que vaguei por aqui junto à costa, não foi ao acaso que fiz a escolha deste pesqueiro pois sabia que podia ter a sorte de apanhar alguma, embora confesso que o objectivo eram os sargos mas estes foram poucos, tirei apenas dois mas como não eram nada de especial não tiveram direito a foto.

Estava eu relaxado e a ouvir o som do mar quando de repente uma pancada violenta quase que fazia cair a cana e assim que a agarrei tive a certeza de que tinha ali um belo peixe, demorei foi a admitir que seria uma Dourada destas, sempre teimosa e lutadora durante a recuperação mas foi quando ela encostou à falésia que eu vi que estava metido em trabalhos, pois meter o cesto à noite e sozinho a uma altura considerável não é tarefa fácil...

Naquele momento dezenas de metros de SkyLine 0,50 faziam união com 2m de MIMETIC 0,40; ambos roçavam na falésia e nas rochas, cheguei a temer pelo pior mas com calma e jeitinho lá consegui encestar a burra que se debatia lá em baixo, a força do mar não ajudava em nada e tudo feito às escuras ainda piorava mais a coisa, assim que a senti dentro do cesto virei-o e icei-o uns metros para o afastar do mar que batia com força na falésia, quando o “elevador” chegou cá a cima é que realmente vi que o cesto vinha preenchido com uma bela Burra com o rabo de fora, tinha apanhado uma Douradona acima de 3kg em Janeiro, se estivesse gorda certamente o peso seria outro...

Mais tarde e depois de algum tempo sem sentir qualquer actividade pensei (vou mas é arrumar a tralha e picar a mula que se faz tarde…)


O tempo na Costa Norte está de poucos amigos, está do lado dos peixes e só a pescar em altura e em certos pesqueiros se poderá tirar algum proveito da pesca, temos de aceitar pois acredito que estas condições nos tragam grandes alegrias no futuro. Não só em Robalos, Sargos e Bailas mas também em Douradas que são alvo da pesca embarcada no inverno…
Ao que me parece e em conversa com pessoal que anda ao mar este tem sido um ano bastante fraco em cefalópodes (choco, polvo e lulas) pelo menos é o que tenho ouvido falar aqui no sul, escassez ou anos menos bons, vai-se lá saber…


O que mais me consolava era saber que tinha uma sopa de feijão para aconchegar o estômago às 3h da manhã, e para empurrar um copo de Rio Mira 😋


Farol do cabo de S.Vicente, onde a terra acaba e o mar começa…


Saúde da boa e não se esqueçam da regra nº1 (deixar sempre o pesqueiro mais limpo do que estava)
Força aí pessoal.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Não está fácil

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Nas últimas semanas não tem sido fácil programar ou decidir onde fazer uma pesca, a Costa Norte tem sido para esquecer, o mar não está de amigos e ao que parece não tem fim à vista, aproveito para dizer mais uma vez que o defeso natural é bom e faz falta, pode continuar assim mais umas semanas ou até a Mãe Natureza achar que tem de ser, ela saberá o momento exacto para parar.

 Embora esta semana tenham saído uns pexecos bons na Costa Sul, esta ao contrário do que muitos pescadores do centro e norte pensam é uma Costa muito ingrata, o pessoal de fora pensa que um gajo que vive no Algarve tem sorte em poder pescar 300 dias no ano, o que é um engano; pois eu troco esses 300 dias de pesca na costa sul por 10 dias de pesca na zona centro e norte, lembrem-se que o que é demais também não presta… E já agora uns meses de defeso natural na Costa Sul também fazia falta, para não haver tantas redes e barcos a operar por todo o lado, não me admiro desta Costa ter semanas que parece um deserto sem vida, nem sei como é que ainda vai aparecendo algum peixe por aqui…


Esta foi uma jornada de surfcasting com águas tapadas, devido às chuvas dos últimos dias que trouxeram água suja das ribeiras para o mar.

Quando cheguei à praia havia alguns pescadores espalhados, que na conversa mostravam desinteresse pelas canas, pensei logo que aquilo não devia estar muito famoso, fui para o lado onde tinha menos malta e passei por uma personagem que só visto, tinha um carrinho de transporte que aquilo mais parecia o carrinho do homem que vende pipocas na feira, aquela coisa tinha prateleiras, tabuleiro para o isco, esferovite para espetar as agulhas, buraco para meter a tesoura, até cabide para pendurar o casaco aquilo tinha hehehehehe, como se já não bastasse pescava com as canas ao contrário (viradas para terra) ele há gajos que não sabem como é que hão-de dar nas vistas e fazem estas figuras, mais tarde vim a descobrir que a personagem fazia parte do gang dos fritinhos, pois guardava na geleira todas as mocharrinhas que apanhava, enfim…

Bom mas isto da pesca não importa como começa e sim como acaba, eu como não tenho paciência para brincar aos peixinhos aguardei para fazer a transição do dia para a noite, levava na mente fazer uma pesca selectiva e assim foi, a actividade nas minhas canas foi pouca ou nenhuma e este foi o único protagonista da jornada, já não me lembrava o que era vir coxo para casa, apesar de tudo foi bom sacar este belo peixe bem perto de casa, o entusiasmo era tanto que nem geleira levei J não me fiz velho e às 21h bati a asa  😊



Material utilizado
Canas:  Cinnetic Black Panther 4,20
            Cinnetic Panther Evolution 4,20
Carretos:  Cinnetic Cayman Black Evolution 7000
Linhas:  RayLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC 0,40 nos estralhos



Aí um dia um amigo tinha me oferecido uns chocos que apanhou de barco lá fora e eu prometi que lhe oferecia umas amêijoas, como as promessas são para cumprir na semana passada fui apanhar umas ameijoinhas para lhe oferecer, a ver se o gajo depois me arranja mais uns chocos hahahaha  😉




Xôôô gato!!!! Não sei se lhe cheira a peixe ou a amêijoas, gato vadio risca-me a carrinha com as unhas e depois se eu lhe der uma "pazada" no lombo e alguém ver estou sujeito a ser denunciado porque tratei mal um animal. Eu depois logo vejo se é a (Liga de protecção dos animais) que me paga uma pintura nova... Afinal não é só na pesca que as leis estão erradas, parece que é mesmo defeito do país, tipo aquela em que um gajo não pode pisar a praia com uma roda do carro porque é considerado duna e zona de reserva e não sei quê e depois passam os gajos da policia marítima a PASSEAR de moto4 ou de pickup no meio da praia hahahhahahhahaha fonix!!!!!! Quer dizer pisar 1m de areia com uma roda faz mal, mas andar com as quatro rodas durante centenas de metros ou kms já não faz mal!!!!!!?? Enfim é o país em que vivemos...


Ria Formosa

Saúde e força aí pessoal.